domingo, 27 de abril de 2008

E assim começa o diário de Analu...


Esse pedaço de sentimento textual, surgiu como a idéia de editar um livro, aliás algo que eu sempre senti vontade, mas surgiu como uma forma de escape para os mais variados sentimentos que tenho, simplesmente uma maneira de desabafar...

Quem eu sou? Bom acho que esta é a pergunta que persegue o homem há séculos, realmente é muito difícil expressar com clareza quem se é propriamente, mas tentarei ser clara, embora acredite que todo ser humano é como se fosse um personagem com caráter literário redondo, ou seja , ninguém é sempre bom ou sempre ruim. Eu sou Analu, sou professora do Ensino Médio em uma escola Estadual, passei há pouco tempo no concurso público, sou recém formada e tenho muitos ideais. Mas,... Isso não é uma entrevista de emprego, isso é um livro, vamos recomeçar. Eu sou Analu, uma idealista que acredita ter o dom do magistério, ah como é duro às vezes exercê-lo, uma pessoa apaixonada pelo que faz, e que um dia ficou muito chateada quando ouviu um xingamento de um aluno a sua pessoa, puxa me senti mais embaixo que a barriga de uma minhoca na mais profunda das camadas do solo, creio que estava muito próxima do magma terrestre de tanta indignação; Logo eu que sempre fui educada, que sempre tentei ser amiga de meus alunos, compreendê-los , pois afinal não sou velha, sou jovem como eles, como eu fiquei mal... Mas decidi contar o lado bom dessa história, pois não é só de flores e sonhos que é composta a vida, muito menos só há pedras a beira do caminho ( Ah!!! Drummond tem uns pensamentos ótimos, não é mesmo?), como dizia uma comunidade do orkut “ nós ganha pouco mas se diverte”... Bom leitor é meio chulo dizer isto, mas sei que você entendeu e concordou... Bom, resolvi contar as partes boas da minha profissão e algumas ruins também; Deus me ajude pois não quero transformar esta obra em uma síntese memorialista negativa, pelo contrário, gostaria muito de depois de muito tempo reler esta página e pôr no desenvolvimento de um outro capítulo que fiquei grande amiga do aluno que me xingou, ou melhor que ele passou no vestibular e resolveu atribuir suas excelentes notas as minhas aulas, mesmo que ele não goste de mim como pessoa (ninguém é perfeito!), mas que ele respeite o meu ser profissional.
Vamos começar do começo... que tal “era uma vez...”, ah não creio que isso funcione com o tipo do leitor que eu gostaria que lesse a minha obra, mas funciona muito bem com as crianças até cinco anos de idade, bom eu dava aula para eles antes de ingressar na faculdade e achava muito bom, pois eles eram tão carinhosos, era um carinho tão verdadeiro, mas o que me enchia a paciência eram os pais deles, acho que eles pensavam que eu era babá e não professora, pediam para eu verificar as fraldas (espere aí, passou de 4 anos as crianças já têm controle de seus esfíncters, não deveriam usar fraldas), ou verificar pois a criança era alérgica ao corante vermelho alimentar nº 5 (pois se a criança é alérgica, por qual motivo o pai do aluno compra para a merenda do pobre coitado, aquele biscoito recheado e aquele suquinho artificial com o tal corante, depois a culpa é da professora...), ou saber por qual motivo o coleguinha chamou o outro de feio, ou não quis dividir as balinhas na hora da merenda. Ah!!!! Tenha a Santa Paciência!!!
Bom , fiz a faculdade, fiz o estágio, fiz o concurso, terminei a faculdade (ufa!!!), tomei posse e cá estou eu...
Bem, contarei a minha história de maneira fracionada, utilizarei alguns recursos da literatura, como o flashback entre outros...

Um comentário:

Fernanda disse...

...Oi, 'Analu' :D
Tudo bem?
Fernanda, 903 :}
Eu AINDA não li esse post, naum vou comentar ele agora. "/
Dá uma passadinha no meu blog ")
Já vem outro comentário...